O Plenário
do Senado votará nesta terça-feira (13), em segundo turno, a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos
Mantido na presidência do Senado, Renan
trabalha em ritmo acelerado
Os
senadores já aprovaram a PEC em
primeiro turno, por 61 votos a 14, em 30 de novembro. Por se tratar de uma mudança na Constituição, contudo, a
proposta precisa passar por nova votação.

Regras
A Proposta
de Emenda à Constituição estabelece as seguintes regras:
·
1-As despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário e seus
órgãos) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior;
·
2-A inflação para 2017, que servirá de base para os gastos, será de
7,2%;
·
3-Nos demais anos de vigência da medida, o teto corresponderá ao limite
do ano anterior corrigido pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA);
·
4-Se um poder desrespeitar o limite, sofrerá sanções no ano seguinte,
como a proibição de realizar concursos ou conceder reajustes;
·
5-Se um poder extrapolar o teto, outro poder deverá compensar;
·
6-Os gastos com saúde e educação só serão enquadrados no teto de gastos
a partir de 2018;
·
7-Ficam de fora das novas regras as transferências constitucionais a
estados e municípios, além do Distrito Federal, os créditos extraordinários, as
complementações do Fundeb, gastos da Justiça Eleitoral com eleições, e as
despesas de capitalização de estatais não dependentes;
·
8-A partir do décimo ano de vigência do limite de gastos, o presidente
da República poderá um projeto de lei ao Congresso para mudar a base de
cálculo.
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